Quem me derá existir o “Manual da voz – guia do usuário” resolveria vários problemas que temos que passar para achar a técnica correta. O timbre da voz de uma pessoa existe por razões anatômicas: o tamanho da laringe. O pomo de adão ou “gogó” pronunciado ou pontiagudo têm maior facilidade de ressonância grave, e conseqüentemente voz mais grave.
Cantar fora do seu registro requer treino e um postura vocal diferente. O abuso dessa prática pode trazer graves conseguências futuras. Algumas vezes até se consegue uma emissão aparentemente “natural”, porém, esta voz foi apenas fabricada, e não vai durar muito.
Um exemplo famoso é o cantor Michael Bolton que possui um pescoço longo e um gogó proeminente, que o qualificariam como um cantor de voz grave. Mas ao contrário do que se via, no início de sua carreira, com as músicas: ” When a man loves a woman” e ” How am i supposed” , cantava notas extremamente altas para sua natural extensão. O que conservou por muito anos, concerteza fruto de muito estudo e treino. Veja o vídeo:
Atualmente ele abaixa alguns tons dessas músicas para não comprometer sua saúde vocal, veja o vídeo:
Essa prática é muito comum em cantores que trabalham com os seus “limites” vocais que tem uma agenda cheia de shows e as vezes por alguma indisposição não alcançariam algumas notas das sua extensão vocal.
Alguns cantores podem chegar a cancelar suas apresentações por conta disto outros não e dá no que dá ! (temos vários exemplos por aí). Mudar o tom é um sinal de respeito a si mesmo e ao seu público.
Cantar e falar fora do próprio timbre natural pode provocar um comprometimento vocal, ou seja, uma descaracterização da voz com perda.
Mas eai? Como vou saber?
Como sempre digo, você precisará procurar um profissional ( professor de canto) para acompanhar sua evolução vocal e seu treinamento. Nem você nem o professor vão saber logo de início seu registro. È preciso tempo e acompanhamento para identificar e principalmente observar as consequências do uso aplicado no momento. Sendo assim, o que você deve fazer é o monitoramento da sua saúde vocal com uma certa frequência para identificar os abusos e tratar das consequências logo no começo, modificando os hábitos que levaram a eles.
Segundo estudos, há padrões anatômicos que definem a tessitura vocal :
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Pescoço comprido e “gogó” proeminente : Baixo e Contralto
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Pescoço médio com pouca proeminência : Barítono e Mezzo
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Pescoço curto, praticamente sem ”gogó”: Tenor e Soprano
Mas aí você me diz : Eu canto no meu registro e mesmo assim sofro algumas lesões.
Isso se torna um caso de mau uso da voz. E isso não ocorre apenas na hora de cantar, mas, também, de se falar de forma errada. É um problema duplo para os cantores, pois usam a voz para as duas finalidades. Por isso, é necessário saber como preservar a voz tanto ao se falar quanto ao se cantar. O problema vocal pode parecer uma simples lesão mais com o tempo pode-se tornar em uma espécie de cicatriz chamada fibrose, apresentar vários cistos, calos e até mesmo se tornar em um tumor.
Vamos a outro exemplo famoso Axl Rose, veja o vídeo:
Não precisa ser um especialista para notar que ocorre um abuso vocal. Basta tentar cantar igual para perceber. OK! é legal… fica maneiro… mas com o sucesso que a banda teve imagina uma turnê mundial onde você tem que cantar isso inúmeras vezes, no que isso pode resultar?
Independente da técnica a lesão pode ocorrer principalmente quando você passa dos seus limites seja pelo tempo de uso, pela técnica própriamente dita, pela região vocal que você aplica a técnica. Algumas pessoas podem ter uma resistência vocal maior para determinada técnica e outra não. O importante é compreender o funcionamento daquele “efeito” vocal aplicado e como dosar de forma saudável.
Um exemplo de resistência é o Steven Tyler, mesmo com o passar dos anos ele consegue fazer absurdos com a voz:
Uma dica de leitura: A escola do desvendar da Voz

















Hum interessante, já sabia boa parte disso, porém a parte de pescoço comprido, médio e curto não está muito claro na minha cabeça. Eu fui considerada contralto mas eu não tenho um pescoço comprido… E aí?
olá Bruno! meu pescoço tem 1 palmo, me chamavam de tudo na escola (girafa, pica pau, por ai vai)… e eu sou meio soprano, minha extensão média é f3-f5… vale lembrar tb q o timbre, a extensão, vão depender de n fatores (entendi q vc não disse q depende só do pescoço viu), inclusive de temperamento tb até! minha prof disse q se eu fosse mais estressada eu seria um contralto, mas como sou alegrinha então sou mezzo rs bjos!
tem uma coisa q eu acho muito legal que alguns cantores fazem, é o famoso “rasgar a voz”, eu sou evangélico, mas msm assim, tem alguns hinos na minha igreja q são um pouco antigos e esses colocando em um ritmo como um fox da pra jogar um “rasgado” bem de leve rs, acho que de tanto tentar fazer, já estou conseguindo fazer mas tenho medo de estar fazendo errado, então gostaria de saber se vcs tem algum tuto aki no site sobre esse assunto e/ou se não qual é o nome da técnica usada pra aprender a fazer??
Não conheço nenhum tutorial sobre isso. A longo prazo essa técnica pode ser prejudicial se você abusar dela. É muito importante o acompanhamento médico para detectar no início algum dano com o modo como vc produz esse efeito e tomar as medidas necessárias.