O fim do MP3?- Parte1/3

o fim do mp3 parte 1

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O formato que revolucionou a música e derrubou o velho formato da indústria fonográfica está perto do fim?

Alguns têm a infeliz idéia de dizer que é um formato “Natimorto”. Como um formato que “nasceu morto”, transforma o mercado musical?

Hoje começa uma série de posts para esclarecer os principais pontos discutidos que levam ou não a essa previsão. Começamos com uma das mais atuais questão, diretamente ligada com a popularização da internet:

Streaming X MP3

Um dos argumentos para o fim do mp3 é a substituição do formato pelo streaming. Esse argumento ganha força com a popularidade de sites como Youtube e Myspace Music. Mas então… Porque cargas d’água brotam tantos programas para ripar ou, em outras palavras, extrair o conteúdo desses sites? E o o boom de MP3 players? Tem tocadores de tudo quanto é formato por aí.

Se olhar para o histórico das mídias, essa cultura de “ripar” sempre esteve presente só muda o meio. Como por exemplo a fita K7: você ouvia a rádio e esperava a música para apertar o botão rec. Hoje temos a comodidade de ouvir no momento que quisermos, mas a necessidade de posse ainda é, e sempre será, muito forte.

Mas para o Streaming tomar definitivamente  o lugar predominante do MP3, é muito importante que a conexão banda larga fixa e móvel faça parte do cotidiano da grande maioria dos internautas. A conexão 3G e Wi-fi em uma cobertura perfeita para não interromper sua playlist on-line e fina.

O Brasil está na 61ª colocação no  ranking global de condições e uso da internet organizado pelo Fórum Econômico Mundial com 133 países participantes. Estamos atrás de  países como: Chile (40ª), Porto Rico (45ª), Costa Rica (49ª ) e Uruguai(57ª).  Isto favorece a substituição?

Banda larga

Esse ambiente “conectado” ainda está muito longe de acontecer, principalmente aqui no Brasil.  Instabilidade, péssimo atendimento no suporte, velocidade entregue diferente da contratada são alguns dos problemas mais comuns encontrados aqui. Nessa matéria da Folha de São Paulo retrata bem a distância que ainda estamos dessa realidade.

A banda larga no Brasil é uma das mais caras do mundo e uma das mais deficientes. Isso por conta da alta carga tributária e do precário atendimento do serviço.

Segundo matéria da IDG Now sobre  os custos  da banda larga móvel, a mensalidade média de 74,90 reais por um pacote de dados de 500 MB por aqui supera o valor cobrado no Chile (47,97 reais), no México (37,44 reais) e na Argentina (31,59 reais). Em relação à moeda européia, a banda larga móvel brasileira equivale a 84,90 reais, superando a oferta da Espanha (73,13 reais), de Portugal (57,67 reais) e do Reino Unido (21,52 reais).

Streaming e o Controle

As tentativas da indústria do entretenimento para manter seu antigo formato gerou uma verdadeira caça as bruxas com servidores de P2P e Torrents com prisões, processos e perseguições.

Notícias  recentes exemplificam bem os reflexos do compartilhamento digital:

Warner contrata espiões para vigiar torrents

Juiz de Barcelona absolve responsável por site que compartilha arquivos

Vendas musicais crescem no país dos torrents

Mininova segue ordem de corte holandesa e exclui torrents da sua busca

Vemos que agora, apesar de ainda existir o conflito, a indústria ,ou pelo menos quem dentro dela tem mais Q.I , começa a entender a internet  e  como colocá-la ao seu favor.

O streaming é uma opção bem simples e altamente “controlável” . Se tudo partir de um único lugar com o devido monitoramento, fica mais fácil identificar demandas, apontar tendências, restringir acessos e, claro, transformar isso em dinheiro. Isso torna os  investimentos artísticos mais seguros e conseqüentemente a propagação do conteúdo menos forçada pois parte de um demanda detectada.

Mais ainda fica a dúvida se realmente isso leva ao fim o formato MP3, o que acha?

No próximo post vamos falar sobre MP3 X Qualidade Sonora.

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Sobre o Autor

Bruno Francesco

Formado em Publicidade, MBA em Marketing Digital e Músico. Mantém as duas carreiras: publicitário e cantor.

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