Intervalos Musicais

De acordo com a Física, o som é uma onda que se propaga no ar, criando uma diferenciação de pressão desse meio, torna-se audível para nossos ouvidos. Cada nota é definida por uma frequência diferente, por isso conseguimos distinguir a diferença entre os sons. Estudar os

intervalos é muito importante, pois antecede campo harmônico, escalas e formação de acordes, e facilita a compreensão deles. Cada intervalo tem sua função, nomenclatura e principalmente sonoridade específica. Basicamente, intervalo é a distância entre dois sons que é medida por meio de tom e semitom (ou ½ tom). Por exemplo, quando movemos o dedo uma casa no braço da guitarra ou uma tecla seguida da outra no piano estamos nos deslocando ½ tom, que é o menor intervalo utilizado na música ocidental que tem sua referência a partir da divisão diatônica da escala. Para distinguir esses acidentes ou, como ilustrado antes, movimentos, utilizamos bemóis(b) e sustenidos (#). Esses sinais são utilizados da seguinte forma:

• Bemol – reduz a nota ½ tom
• Sustenido – eleva a nota ½ tom
• Dobrado sustenido – eleva a nota ½ tom
• Dobrado Bemol – reduz a nota ½ tom

Vamos utilizar a famosa escala de Dó como exemplo. Ele é a nota de referência e a distância entre o Dó e as notas seguintes que dá nome ao intervalo.

DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ

Concluímos que uma escala é formada por 7 notas, sendo a última a repetição da primeira mais alta (ou aguda) e por isso chamada de oitava.

Vendo a escala apenas como números, temos:

1 – 2 – 3 – 4 – 5 – 6 – 7 – 8

Percebam que os intervalos já estão implícitos nesta contagem, e conforme as notas utilizadas nesta escala é que vamos classificar os seus intervalos.

Agora observe novamente a escala de Dó maior:

DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ = 1 – 2 – 3 – 4 – 5 – 6 – 7 – 8

Vimos que para contar os intervalos, basta partir da nota inicial até a nota final, ignorando sustenidos e bemóis. Portanto embora o intervalo entre as notas “Dó-Mi” e “Dó-Mí bemol” seja de terça, há claramente uma diferença sonora. Neste caso classificamos, respectivamente, os intervalo de terça maior e terça menor. Para classificar os intervalos utilizamos as nomenclaturas: Menor (m), Maior(M); Justo (J); Aumentado (aum); Diminuto (dim);

Seguindo as seguintes lógicas:

1. Os intervalos de 2a, 3a, 6a e 7a podem ser menores ou maiores.
2. Os intervalos de 1a, 4a, 5a e 8a podem ser justos.
3. Todos os intervalos podem ser diminutos ou aumentados.

E para classificá-los:

1. Se o intervalo é menor e ganha ½ tom, passa a ser maior
2. Se o intervalo é maior e perde ½ tom, passa a ser menor
3. Se o intervalo é menor e perde ½ tom, passa a ser diminuto
4. Se o intervalo é maior e ganha ½ tom, passa a ser aumentado
5. Se o intervalo é justo e ganha ½ tom, passa a ser aumentado
6. Se o intervalo é justo e perde ½ tom, passa a ser diminuto

Como intervalo é formado por duas notas, ele é então composto de duas frequências. A soma destas duas notas nos dá a sensação de consonância ou dissonância.

Por consonância, entendemos que é a maior coincidência dos harmônicos ou dos parciais. Os intervalos consonantes são propensos a serem mais facilmente confundidos com os uníssonos, os intervalos justos, por causa das múltiplas estimativas dos fundamentais, que ocorrem nos intervalos justos, para um tom harmônico.

Intervalos Consonantes:

Perfeitos (4a, 5a, 8a justas) – totalmente estáveis, as notas coexistem com mínima interferência.

Imperfeitos (3a, 6a menores e maiores) – menos estáveis.

A dissonância é a qualidade dos sons de parecerem “instáveis” e de terem uma necessidade de serem resolvidos para uma consonância estável. São os intervalos tensos, instáveis, causam expectativa. A vibração de uma nota interfere na vibração da outra causando efeitos destrutivos e construtivos.

Intervalos Dissonantes:

2ª Maior e menor e 7ª Maior e menor
4ª Aumentada ou 5ª Diminuta (Dissonância Extrema, presença do trítono)

Por tanto essas duas definições sobre intervalos respondem, na composição, à construção de alívio e tensão presentes na música. Ocorrem da sútil a mais densa variação, o que as tornam as principal responsáveis pelo que muitos ouvintes percebem como beleza, emoção e expressão em música.

Os intervalos ainda podem ser classificados :

Simples x Composto
• Simples é aquele que não ultrapassa a oitava.
• Composto é o que ultrapassa a oitava.

Composto x Descendente
• Ascendente é quando o primeiro som é mais grave que o seguinte.
• Descendente é quando o primeiro som é mais agudo que o seguinte.

Melódico x Harmônico
• Melódico é quando os sons são ouvidos consecutivamente, ou seja, um depois do outro.
• Harmônico é quando os sons são ouvidos simultaneamente, ou seja, ao mesmo tempo.

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Sobre o Autor

Bruno Francesco

Formado em Publicidade, MBA em Marketing Digital e Músico. Mantém as duas carreiras: publicitário e cantor.

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