Tag Archives: Canto
Extensão Vocal-2
Continuando o post anterior Extensão vocal – 1
Classificar a voz visa encontrar suas características principais, demarcando seus pontos de passagem (voz de peito, voz de cabeça), sua região de conforto e extensão. O fonoaudiólogo deve examinar os aspectos anatômicos, fisiológicos e acústicos como a extensão da voz, longitude e abertura das cordas vocais, tamanho e forma da laringe e do trato vocal, capacidade pulmonar. Feito isso cabe ao professor de canto usar esses dados e aplicar as técnicas vocais cabíveis. Mas nem sempre isso acontece, né!? Muitas vezes esperasse um problema vocal para isso acontecer.
É um problema sério estabelecer a região “base” do cantor, pois dependerá do bom ouvido do professor e o bom senso do cantor. Em vozes sadias, alguns abusos vocais podem parecer não danificar a voz, mas com o passar do tempo logo notará algumas falhas. Existem vozes que podem ser imediatamente classificadas, mas na maioria das vezes pode não ser uma tarefa fácil. Principalmente quando os gostos do professor e do aluno interferem no processo de “limpeza” da voz. Como assim “limpeza”? A voz precisa ser trabalhada na aula para a emissão limpa das notas sem “efeitos” ou vícios para alcançá-las, e ai, então, o aluno poderá adicionar sua personalidade desde que não seja uma atividade condenável.
EXTENSÃO VOCAL – 1

“Como conseguir mais agudos?” Esse é um assunto que muitos iniciantes consideram sinônimo de cantar bem. Se fulano tem uma extensão tem 1000 oitavas ele é o melhor cantor do mundo. Pior ainda é o culto ao agudo que criou uma das coisas mais bizarras da música: os castrati (cantores castrados antes da puberdade para manter os agudos da voz de criança).
É importante diferenciar os termos: tessitura vocal e extensão vocal. Pois o primeiro se trata do conjunto de notas emitidas dentro da capacidade natural do cantor ou seja “sem esforço” ou também classificada como região de brilho e a segundo a totalidade de notas que podem ser realizadas independente da qualidade sonora emitida e que pode ser aperfeiçoada e explorada com o estudo do canto.
Equalizando a Voz – 1

Para ser cantor há o lado bom e o lado ruim. O lado bom é que nascemos com o instrumento de nosso trabalho carregamos para todos os lados e está sempre a mão para a prática. O lado ruim é que não visualizamos e não há o contato direto . O que nos resta são as sensações e percepções para melhor colocação e equalização da voz. Por isso precisamos entender o “mínimo” da fisiologia das partes envolvidas na produção vocal.
As características acústicas da voz são determinadas por dois fatores: fonte sonora e trato vocal. Segundo Boone, a freqüência fundamental produzida pelas pregas vocais seria uma voz de tom fraco, estridente, sem o componente adicional da ressonância. Assim como em qualquer outro instrumento o seu corpo é uma caixa de ressonância. Os ressonadores dão timbre e amplitude particular para o som emitido pelas cordas vocais e a manipulação e direcionamento da emissão para eles é o que nos faz equalizar a voz.
Aprenda a cantar e tocar ao mesmo tempo
É primordial que o cantor tenha alguma afinidade com algum instrumento harmônico. Além de servir para acompanhamento é importante para o estudo do canto e afinação. Não precisa ser um virtuose. Ao tocar e cantar, ou melhor, acumular duas funções você adquire “vícios” para compensar suas dificuldades com a polirritmia. Sua postura pode mudar, caretas podem surgir (vide os vídeos do John Mayer e Dave Matthews). E, o pior, é que você acaba não fazendo nenhuma das duas coisas direito.















