Tag Archives: fonoaudiologia
Extensão Vocal-2
Continuando o post anterior Extensão vocal – 1
Classificar a voz visa encontrar suas características principais, demarcando seus pontos de passagem (voz de peito, voz de cabeça), sua região de conforto e extensão. O fonoaudiólogo deve examinar os aspectos anatômicos, fisiológicos e acústicos como a extensão da voz, longitude e abertura das cordas vocais, tamanho e forma da laringe e do trato vocal, capacidade pulmonar. Feito isso cabe ao professor de canto usar esses dados e aplicar as técnicas vocais cabíveis. Mas nem sempre isso acontece, né!? Muitas vezes esperasse um problema vocal para isso acontecer.
É um problema sério estabelecer a região “base” do cantor, pois dependerá do bom ouvido do professor e o bom senso do cantor. Em vozes sadias, alguns abusos vocais podem parecer não danificar a voz, mas com o passar do tempo logo notará algumas falhas. Existem vozes que podem ser imediatamente classificadas, mas na maioria das vezes pode não ser uma tarefa fácil. Principalmente quando os gostos do professor e do aluno interferem no processo de “limpeza” da voz. Como assim “limpeza”? A voz precisa ser trabalhada na aula para a emissão limpa das notas sem “efeitos” ou vícios para alcançá-las, e ai, então, o aluno poderá adicionar sua personalidade desde que não seja uma atividade condenável.
Cuidados com a voz
Segue alguns dos itens que geram várias especulações:
Ar condicionado:
Ele retira a umidade do ambiente e quando se está em um ambiente fechado por muito tempo, como por exemplo no estúdio, ele resseca a laringe, pessoalmente, eu prefiro gravar com o ar condicionado desligado por mais que esteja calor. A sensação de garganta seca incomoda muito para quem precisa da voz 100% principalmente em gravações. Caso seja inevitável ficar num ambiente assim é aconselhável beber água (temperatura ambiente) em pequenos goles durante todo o tempo.
Álcool:
As bebidas alcoólicas desidratam e anestesiam a mucosa laríngea. Nessas condições pode-se cometer o abuso vocal, pois a sensibilidade está diminuída, provocando rapidamente a “roquidão” e em longo prazo danos nas cordas vocais. É mito dizer que conhaque, uísque, vodka ou outra bebida alcoólica aquecem a voz. Simplesmente há a perda da inibição, que deixa a pessoa “solta” para execuções que antes estaria insegura e o aumento da temperatura interna do corpo pelo efeito vasodilatador.












