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Extensão Vocal-2
Continuando o post anterior Extensão vocal – 1
Classificar a voz visa encontrar suas características principais, demarcando seus pontos de passagem (voz de peito, voz de cabeça), sua região de conforto e extensão. O fonoaudiólogo deve examinar os aspectos anatômicos, fisiológicos e acústicos como a extensão da voz, longitude e abertura das cordas vocais, tamanho e forma da laringe e do trato vocal, capacidade pulmonar. Feito isso cabe ao professor de canto usar esses dados e aplicar as técnicas vocais cabíveis. Mas nem sempre isso acontece, né!? Muitas vezes esperasse um problema vocal para isso acontecer.
É um problema sério estabelecer a região “base” do cantor, pois dependerá do bom ouvido do professor e o bom senso do cantor. Em vozes sadias, alguns abusos vocais podem parecer não danificar a voz, mas com o passar do tempo logo notará algumas falhas. Existem vozes que podem ser imediatamente classificadas, mas na maioria das vezes pode não ser uma tarefa fácil. Principalmente quando os gostos do professor e do aluno interferem no processo de “limpeza” da voz. Como assim “limpeza”? A voz precisa ser trabalhada na aula para a emissão limpa das notas sem “efeitos” ou vícios para alcançá-las, e ai, então, o aluno poderá adicionar sua personalidade desde que não seja uma atividade condenável.
EXTENSÃO VOCAL – 1

“Como conseguir mais agudos?” Esse é um assunto que muitos iniciantes consideram sinônimo de cantar bem. Se fulano tem uma extensão tem 1000 oitavas ele é o melhor cantor do mundo. Pior ainda é o culto ao agudo que criou uma das coisas mais bizarras da música: os castrati (cantores castrados antes da puberdade para manter os agudos da voz de criança).
É importante diferenciar os termos: tessitura vocal e extensão vocal. Pois o primeiro se trata do conjunto de notas emitidas dentro da capacidade natural do cantor ou seja “sem esforço” ou também classificada como região de brilho e a segundo a totalidade de notas que podem ser realizadas independente da qualidade sonora emitida e que pode ser aperfeiçoada e explorada com o estudo do canto.
Ella Fitzgerald

Ella Jane Fitzgerald (Newport News, 25 de abril de 1917 — Beverly Hills, 15 de junho de 1996)
Continuando na linha scat singing…
A uma das grandes mestras do scat singin’. Como todos os cantores negros da época aprendeu música na igreja. A vida foi dura pois sua mãe faleceu quando ela tinha somente 14 anos, e tinha apenas um padastro que a maltratava. Sobrou-lhe as ruas cantava e dançava para ganhar gorjetas.
Bobby McFerrin
Dotado de uma voz flexível (4 oitavas)e de um grande poder de improvisação, este vocalista e maestro americano, combina elementos de música jazz, rock, clássica e popular. Em suas apresentações sempre convida artistas locais para interações. É filho do renomado barítono operístico Robert McFerrin (o primeiro cantor negro de prestígio na ópera).
Com 6 anos, inicia-se no piano, curso que leva até ao fim. Nos anos 70, trabalhou como pianista e cantor. O primeiro álbum a solo foi lançado em 1982 e, dois anos mais tarde, chegava a vez de mostrar os seus dotes vocais, cantando “a capella”. De 1986 a 1989, arrecada consecutivos Grammy Awards, como melhor vocalista de jazz masculino. Foi nesta altura que o famoso tema “Don’t Worry, Be Happy” lhe valeu prêmios sucessivos. Este talentoso cantor colaborou, ainda, com uma série de grandes artistas, incluindo pianistas de jazz americanos, tais como Chick Corea e Herbie Hancock, Joe Zawinul e Yo-Yo Ma.
Aquecimento vocal
Voz aquecidas não que dizer que sua garganta ou cordas vocais estão quentes. O aquecimento serve para eliminar secreções e fragmentos de comida que não saíram mesmo após higiene e “acordar” a musculatura que será exigida na apresentação.
Segue abaixo alguns exemplos de exercícios para aquecimento vocal, faça-os em pé, não repita mais do que 10 vezes:
- Relaxamento de cabeça e pescoço:
Exercício 1:
• Movimente a cabeça lentamente para cima e para baixo, como em um “sim” alongado, trabalhando apenas com o peso da cabeça. Para frente indo com o queixo até o peito (se for confortável, pois o importante é trabalhar apenas com o peso da cabeça) e para trás com a nuca “nas costas” (mantenha o queixo solto, pois a boca abrirá um pouco quando você estiver colocando a cabeça para trás).












